segunda-feira, 24 de junho de 2019

O salto



quero saltar
meus pés cautelosos se aproximam do precipício
não quero me entregar à morte
quero o outro lado do abismo.

mas é longe
é distante aonde quero pousar
me dá vertigens olhar aonde posso cair
é quase insensatez o quanto terei que voar.

talvez meus erros
ou o destino aos tropeços me trouxe aqui
mas só me resta um acerto ou um derradeiro erro
do outro lado pouso ou lá embaixo... caio.

3 comentários:

  1. A pressão dessas situações limite é muita. mas gostei de viajar nas tuas (suas) palavras. :)

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  2. Para ficar do outro lado do abismo são preciso as asas do sonho…
    Gostei muito do poema.
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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  3. Perturbador esse "Salto" ou essa vontade de saltar para o outro lado do abismo. Não de cair nele...embora exista esse perigo.

    Abraço

    Olinda

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